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quarta-feira, 7 de junho de 2017

PROGRAMA DE ESTÍMULO OPERACIONAL AIS INTEGRANTES DA SEAP E SUASE

PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR Nº 32/2015

Autoriza o Governador do Estado a criar o Programa de Estímulo Operacional para os Integrantes do Sistema Prisional e do Sistema Socioeducativo do Estado.
A Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais decreta:
Art. 1° - Fica o Governador do Estado autorizado a criar o Programa de Estímulo Operacional para os servidores integrantes do sistema prisional e do sistema socioeducativo do Estado.
Art. 2º - O programa de que trata o caput do art. 1º destina-se a estimular os integrantes do sistema prisional e do sistema socioeducativo do Estado a dedicar parte das horas livres ao serviço extraordinário em proveito de atividades finalísticas operacionais prestadas à própria instituição.
§ 1º - As atividades finalísticas operacionais de que trata esta lei serão regulamentadas por decreto do Poder Executivo.
§ 2º - Entende-se por serviço extraordinário todo aquele que ultrapasse a jornada semanal de quarenta horas de trabalho, à exceção do emprego decorrente de condições emergenciais não passíveis de prévio planejamento.
§ 3º - A prestação de serviço extraordinário não poderá ultrapassar quarenta horas mensais.
Art. 3º - Para fins de gerenciamento do serviço extraordinário, deverá ser criado, no âmbito do sistema prisional, banco de horas ou mecanismo similar.
Art. 4º - O estímulo operacional de que trata esta lei dar-se-á mediante pagamento de indenização, calculada com base no resultado do valor/hora normal de trabalho, de cada posto ou graduação, acrescido de 50% (cinquenta por cento) e multiplicado pelo número de horas extraordinárias.
Parágrafo único - A elaboração da tabela referente aos valores das horas de serviço extraordinário, bem como a sua atualização quando dos reajustes salariais concedidos à categoria, ficará a cargo dos integrantes do sistema prisional e do sistema socioeducativo do Estado.
Art. 5º - As despesas decorrentes da criação do criado por esta lei programa correrão por conta de dotação orçamentária própria ou de convênios com outros entes públicos.
Art. 6º - Esta lei complementar entra em vigor na data de sua publicação.
Sala das Reuniões, 29 de abril de 2015.
Cabo Júlio
Justificação: A motivação é fator fundamental ao desempenho de qualquer atividade e, obviamente, tal premissa não é menos válida para a segurança pública. Aliás, para os profissionais dessa área, em face dos níveis de risco e tensão a que são rotineiramente submetidos, a motivação é especialmente importante para a obtenção de níveis de criminalidade que permitam à sociedade sentir-se, de fato, segura.
Em que pese a variedade dos fatores motivacionais, seria ingênuo não associar a motivação profissional ao pagamento de salários compatíveis e dignos, capazes do atendimento às necessidades básicas profissionais e pessoais do servidor.
Assim, buscando o resgate de salários compatíveis com a responsabilidade exigida pelo sistema de segurança pública, especialmente em Minas Gerais, vê-se o profissional forçado a buscar atividades capazes de complementar sua renda para melhorar o suporte à sua família.
Vista a questão sob ótica mais pragmática, relacionada ao interesse público e institucional, é igualmente correto afirmar que o aumento da complexidade da vida urbana e a demanda crescente por segurança exigem, além de diversas outras providências, efetivo policial mais numeroso, uma vez que o atendimento, na área de segurança pública, devido às restrições de recursos e a outros fatores, não se dá em velocidade proporcional à necessidade.
Os fatos acima sugerem, portanto, medidas com vistas à máxima utilização dos recursos já existentes. Entretanto, os integrantes do sistema prisional e do sistema socioeducativo devem ter respeitados direitos fundamentais ao descanso e a jornadas de trabalho humanas - ainda que lhes sejam negados os mesmos direitos concedidos a todos os demais trabalhadores. Chega-se, portanto, a um impasse - que situa em lados opostos a necessidade da população e os direitos dos servidores. Como solução paliativa, capaz de permitir maior flexibilidade no uso dos efetivos já disponíveis e de atender, igualmente, às necessidades dos profissionais da segurança, propomos a criação do programa objeto deste projeto de lei.
A submissão dos integrantes do sistema prisional a rotinas estressantes e desumanas desencadeia, entre outros, dois fatores importantes: o desgaste físico e mental e a priorização da atividade particular em detrimento do serviço na corporação, que, na prática, passa a ser encarada como “bico”, uma vez que a primeira remunera melhor.
Em função desse quadro, que reflete fielmente a realidade dos integrantes do sistema prisional e do sistema socioeducativo do Estado, tem a proposta em tela a pretensão de estimular, por opção voluntária, a dedicação de parcela das horas livres a serviços extraordinários na própria instituição. Nesse caso, haveria maior controle quanto ao desgaste e, o que é importante, o profissional estaria amparado durante o exercício da atividade extraordinária.
Outro benefício, certo e imensurável financeiramente, que pode ser alcançado com a implementação desse programa, é a redução do número de mortes desses profissionais, tendo em vista que as tristes estatísticas apontam que mais de 80% das mortes de agentes ocorrem quando estão de folga, realizando atividades profissionais paralelas, quando deveriam estar descansando.
O pagamento de horas extras a esses profissionais já é uma realidade em alguns estados e questionamentos sobre o tema já chegaram ao Judiciário em muitos deles.
Publicado, vai o projeto às Comissões de Justiça, de Administração Pública e de Fiscalização Financeira para parecer, nos termos do art. 192, c/c o art. 102, do Regimento Interno.

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Criação de polícias penais de municípios, estados e da União é aprovada pela CCJ


A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) aprovou, nesta quarta-feira (31), proposta para criação das polícias penais federal, estaduais e distrital, atribuindo aos agentes penitenciários os direitos inerentes à carreira policial. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 14/2016 segue para análise do Plenário.
Do senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), a PEC acrescenta essas polícias ao rol dos órgãos do sistema de segurança pública, e determina como competência dessas novas instâncias a segurança dos estabelecimentos penais e a escolta de presos. A intenção do autor, além de igualar os direitos de agentes penitenciários e policiais, é liberar as polícias civis e militares das atividades de guarda e escolta de presos.
O relator na CCJ, senador Hélio José (PMDB-DF), apresentou substitutivo em que promove alterações no texto original, como a troca da expressão “polícia penitenciária” para “polícia penal”. Na avaliação do senador, a expressão anterior limitaria seu âmbito a uma das espécies de unidade prisional, as penitenciárias, e seria incompatível com a fiscalização do cumprimento da pena nos casos de liberdade condicional ou penas alternativas.
“A criação de órgãos com atribuição de vigilância penitenciária justifica-se pela especificidade dessa atividade, que nada tem a ver com o policiamento ostensivo, a cargo das polícias militares, ou com a apuração da autoria e materialidade de infrações penais, a cargo das polícias civis”, justificou Hélio José.
O substitutivo também vincula cada polícia penal ao respectivo órgão administrador do sistema penal da unidade federativa a que pertencerem e estabelece que as polícias penais serão formadas pelos atuais  agentes  penitenciários e  por novos servidores admitidos por concurso público.
Na defesa da aprovação da PEC, o senador Eduardo Braga (PMDB-AM) frisou a necessidade de o Estado se responsabilizar pela segurança no interior de presídios e cadeias públicas, já que a tentativa de terceirização dessa atividade se mostrou falha.
- Chegou a hora de o poder público ser responsável pela gestão dentro das cadeias – disse.
Lídice da Mata (PSB-BA) lembrou que os agentes penitenciários vivem um limbo, ficando à mercê da boa vontade dos governos, já que quando se trata de discutir aumento salarial e vantagens, não são considerados de segurança pública, mas se tentam fazer uma paralisação, por exemplo, são enquadrados como policiais, sendo impedidos de se manifestar.
O senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) também se manifestou sobre a proposta.
- Vamos ver se, dando essa segurança, os graduando em uma hierarquia maior, possamos ter maior controle das nossas cadeias e penitenciárias – disse Caiado.

terça-feira, 30 de maio de 2017

Bandidos explodem muro de presídio e 11 detentos fogem em Goiânia


Várias casas vizinhas foram atingidas, uma delas foi totalmente destruída. A moradora ficou presa nos escombros e precisou ser resgatada.
30/05/2017 13h44 - Atualizado em 30/05/2017 14h59
Por Giovana Dourado
Guapó, GO
Bandidos explodiram um muro do presídio de Guapó, na região metropolitana de Goiânia. Com a explosão, várias casas foram atingidas, uma delas foi praticamente destruída, e 11 detentos conseguiram fugir.
O resgate começou a ser feito por moradores vizinhos, que tentaram retirar a mulher que estava presa em meio aos blocos de concreto.
Thayná Silva Barros estava sozinha na casa, que faz divisa com a cadeia. Boa parte do imóvel foi ao chão depois que bandidos explodiram os fundos do presídio.
Com o buraco aberto na parede da cadeia, 11 presos fugiram. Quando a equipe do Jornal Hoje chegou ao local, os agentes ainda tentavam conter novas fugas.
O Samu foi chamado para resgatar seis presos que ficaram feridos com a explosão. Eles foram levados para o hospital de Guapó com vários ferimentos.
As buscas aos presos foragidos começaram ainda de manhã pelo grupamento aéreo. Familiares dos detentos também buscavam por informações.
Thayná recebeu os primeiros socorros no hospital de Guapó e depois foi levada para Goiânia. Os presos que fugiram foram resgatados por um grupo de 4 homens, segundo testemunhas. Os bandidos estavam armados e saíram atirando. O presídio é cercado por várias casas e em algumas que ficam bem em frente, há várias marcas de tiros.
Os moradores da cidade que tem 14 mil habitantes ficaram apavorados. Muitas lojas nem abriram as portas.
Até o fechamento do Jornal Hoje, dois presos foram recapturados e três homens suspeitos de terem participado da explosão foram presos.
Thayná Silva Barros permanece internada e o quadro saúde é estável. A Superintendência Executiva de Administração Penitenciária de Goiás informa que deve fazer ainda nesta terça uma licitação para reforma e readequação do presídio.

"PRESO JOGA TIJOLO EM AGENTE PENITENCIÁRIO"

Preso joga tijolo em agente do Cope e é atingido por bala de borracha

Ele foi encaminhado para uma unidade de saúde da cidade, onde foi medicado e, após liberação, retornou ao centro de reclusão

PUBLICADO EM 30/05/17 - 16h57
Uma revista nas celas do Presídio de Poços de Caldas, no Sul de Minas, na manhã desta segunda-feira (29), terminou com um detento ferido por uma bala de borracha. Ele foi encaminhado para uma unidade de saúde da cidade, onde foi medicado e, após liberação, retornou ao centro de reclusão.
Conforme informou a Secretaria de Estado de Administração Prisional (SEAP), a confusão teve início quando agentes penitenciários, com o apoio do Comando de Operações Especiais (Cope) e de outras unidades da região, realizaram a revista das celas.
Durante os trabalhos, um detento arremessou um pedaço de tijolo contra um agente do Cope. Segundo a SEAP, o agente precisou reagir com munição não letal.
O preso que acabou atingido foi encaminhado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade e já retornou ao presídio.
Tumulto anterior. A revista aconteceu um dia após um princípio de confusão ter sido registrado na unidade, quando os detentos retornavam do horário de visita na tarde desse domingo (28). Nesta ocasião, os próprios agentes penitenciários conseguiram controlar a situação.
Fuga. Na manhã desta segunda-feira, ainda durante a revista no presídio, os agentes penitenciários encontrado um buraco em uma das celas.
Segundo a pasta, a intenção dos presos era ter acesso ao corredor de um dos pavilhões e deixar o local.

Consequências. Para ambos os casos, segundo informou a SEAP, a direção da unidade instaurou um procedimento interno para apurar administrativamente os fatos.

http://www.otempo.com.br/mobile/cidades/preso-joga-tijolo-em-agente-do-cope-e-é-atingido-por-bala-de-borracha-1.1480440

"AGENTES PENITENCIÁRIOS ACHAM DOIS REVÓLVERES DENTRO DE CADEIA"

Agentes penitenciários acham dois revólveres dentro de cadeia em Natal

Varredura foi feita na manhã desta segunda-feira (29) no Centro de Detenção Provisória do Potengi. Agentes de plantão e do GOE participaram da revista.


Dois revólveres e pequenas porções de drogas foram encontrados na manhã desta segunda-feira (29) dentro das carceragens do Centro de Detenção Provisória do Potengi, na Zona Norte de Natal. A revista foi feitas por gentes penitenciários da própria unidade e do Grupo de Operações Especiais (GOE) – unidade de elite da Secretaria de Justiça e da Cidadania (Sejuc).


De acordo com o secretário adjunto da Sejuc, Maiquel Anderson Cavalcante Mendes, as duas armas foram encontradas em celas diferentes. "Primeiro foi feita uma revista de rotina. Quando os agentes que trabalham no CDP acharam a primeira arma, pedimos o reforço do GOE. Na segunda varredura, mais minuciosa, foi encontrado o segundo revólver", revelou.
Ainda segundo o adjunto, a Sejuc vai instaurar uma sindicância para apurar como as armas chegaram às celas. "Os revólveres e as drogas serão entregues à autoridade policial", acrescentou.

Histórico preocupante

O CDP do Potengi tem um histórico preocupante. No dia 17 de janeiro do ano passado, por exemplo, um agente penitenciário e um policial militar foram baleados após um preso fingir estar passando mal dentro de uma das carceragens da unidade. Quando o agente e o PM abriram a cela para prestar socorro, um segundo detento sacou uma pistola calibre 380 e atirou.
Um dos agentes revidou atirando com balas de borracha. Em seguida, outro agente acabou rendido pelos presos, que o usaram como escudo humano. O agente baleado ficou ferido no braço. Já o PM, atingido no peito, estava usando colete à prova de balas.
Na fuga, em janeiro do ano passado, um dos agentes reagiu e atirou com balas de borracha; em seguida, outro agente foi rendido pelos presos, que o usaram como escudo humano (Foto: G1/RN)Na fuga, em janeiro do ano passado, um dos agentes reagiu e atirou com balas de borracha; em seguida, outro agente foi rendido pelos presos, que o usaram como escudo humano (Foto: G1/RN)
Na fuga, em janeiro do ano passado, um dos agentes reagiu e atirou com balas de borracha; em seguida, outro agente foi rendido pelos presos, que o usaram como escudo humano (Foto: G1/RN)
Os dois presos fugiram. Eles foram identificados como Daniel Saulo de Queiroz Lourenço e Jangledson de Oliveira, que escaparam levando a arma do agente baleado, um revólver calibre 38. No momento da fuga, dois agentes penitenciários e dois PMs faziam a guarda do CDP.
Na época do ocorrido, a Secretaria de Justiça e da Cidadania instaurou procedimento para investigar se houve facilitação quanto à entrada da arma no CDP e afastou um agente penitenciário.

Parabéns aos agentes que compareceram hoje na ALMG

Parabéns aos agentes que compareceram hoje na ALMG .

Agentes Penitenciários de Ouro Preto,  Pedro Leopoldo,  Ipatinga, Betim, Neves,  Contgem, Belo Horizonte tomaram as galerias do plenário e fizeram muito barulho.

Vários deputados manifestaram apoio ao movimento e alertaram para que seja feita uma política de valorização dos servidores do Sistema Prisional. Em suas falas repuldiaram a ação realizada no CERESP GAMELEIRA e uma audiência pública será marcada para discutir a "operação" e apurar as responsabilidade dessa ação infeliz.

Quinta-feira haverá uma grande audiência pública na ALMG para que seja debatido as questões do Sistema Prisional.

É hora de todos se unirem nessa luta!

Todos os Agentes sem identidade funcional ,
Sem TECAF venha cobrar junto conosco nossos direitos.
Chega de negligênciarem  nossos direitos!


O que nos espanta é até agora a SEAP permanecer calada diante de tanta insatisfação dos servidores.

A união de esforços é a chave,essa luta é de todos nós.

AMASP REPRESENTAÇÃO É COISA SÉRIA.
Diemerson Souza